"Tão econômica quanto ele.
Escreveu-lhe nas entrelinhas e ele leu-a em meias palavras.
Bastaram-se."
Tânia Diniz
"E, quando quiseres, podes vir colher sorrisos dentro do quintal da minha alma."
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
terça-feira, julho 19, 2011
segunda-feira, julho 18, 2011
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| Fotografia: Gabbi Ern; Modelo: Volnei |
Nesse quarto escuro
Existe um menino,
Assustado.
Ele é sozinho e teme
Que o mundo encontre
O seu cantinho.
Me entrega ele pra cuidar,
Eu sei guardar segredo,
Eu sei amar,
Não conto pra ninguém
Que esse menino é
Alguém de barba e gravata
E que esse quarto escuro
É sua alma.
Existe um menino,
Assustado.
Ele é sozinho e teme
Que o mundo encontre
O seu cantinho.
Me entrega ele pra cuidar,
Eu sei guardar segredo,
Eu sei amar,
Não conto pra ninguém
Que esse menino é
Alguém de barba e gravata
E que esse quarto escuro
É sua alma.
quarta-feira, julho 06, 2011
Tanta coisa pra dizer, mas me faltam palavras... Por vezes suspeito que estas fogem de mim como de um monstro, à pedido de não terem de expressar o que eu gostaria que as pessoas soubessem. As palavras, por mais tolas que pareçam, por mais inocentes que sejam, podem ser piores que a mais terrível tortura, já que esta ao menos se mostra quando usada....
Ultimamente, palavras que machucam têm me afetado sempre mais... Ao que me parece, as palavras não gostam de sair de minha boca, mas gostam de chegar aos meus ouvidos... O problema é o quanto sentimentalmente elas me afetam.....
Ultimamente, palavras que machucam têm me afetado sempre mais... Ao que me parece, as palavras não gostam de sair de minha boca, mas gostam de chegar aos meus ouvidos... O problema é o quanto sentimentalmente elas me afetam.....
terça-feira, junho 21, 2011
Nas palavras de...
...Cazuza
Eu sou apenas uma criança da classe média
Que vê televisão
E acredita que tudo pode mudar
No próximo verão.
(Xuxu vermelho)
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
(Codinome Beija-Flor)
Eu sou apenas uma criança da classe média
Que vê televisão
E acredita que tudo pode mudar
No próximo verão.
(Xuxu vermelho)
Descerebrem-se, celebrem
Eu tô aqui pra animar
Desesperem-se, roubem
Quem sabe eu possa ajudar?
Depois, desculpem-se, esqueçam
Eu volto pra lembrar
E habituem-se, morram
Eu que não vou enterrar
Cagüetem-se, solidários
Antes do interrogatório
Engrandeçam a mentira
Dêem sentido à vida
Tenham fé, tenham medo
Ou usem anestesias
Uniformes, fantasias
Vejam que liquidação!
(O rock da descerebração)
Eu tô aqui pra animar
Desesperem-se, roubem
Quem sabe eu possa ajudar?
Depois, desculpem-se, esqueçam
Eu volto pra lembrar
E habituem-se, morram
Eu que não vou enterrar
Cagüetem-se, solidários
Antes do interrogatório
Engrandeçam a mentira
Dêem sentido à vida
Tenham fé, tenham medo
Ou usem anestesias
Uniformes, fantasias
Vejam que liquidação!
(O rock da descerebração)
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
(Codinome Beija-Flor)
terça-feira, junho 14, 2011
Minhas palavras
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Modelo: Kaio Gomes Bergamin
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Eu sou o vento, o alento, o desatento,
A solidão em prol da lagrima já abandonada.
Eu sou o flash, a fotografia,
A lembrança do sorriso ‘de orelha a orelha’.
Eu sou a mecha, a parte, o grão,
E na lembrança de alguém, eu sou a dor.
Tornei-me útil, inútil,
Prova viva do certo e do errado.
Tornei-me vã, fútil,
Tempestade do passado.
Tornei-me licita, ilícita,
O proibido do regrado.
Eu amoleço, endureço, evaporo,
Desfaço-me em pó e só depois volto ao meu corpo.
Faço parte de alguém, do desconhecido,
De ninguém, e do mal entendido.
Sou a saudade, do desatento, do inteiro, do mal feito...
Sou a vida, do artilheiro, do traidor, do comum...
Sou a intensidade, do desastre, do êxtase, da dor...
Sou o tudo e o nada,
Misturados e bem batidos,
Cobertos com creme de chantilli,
Com uma cereja por cima!
Sou o cheio e o vazio,
Enterrados no cemitério,
Sob 7 metros de terra,
Agraciado apenas com uma flor de mato.
Sou pequenas peças, pequenas partes
Incessantemente desleixadas, incansavelmente perfeccionistas.
Sou formada de cada sentimento do mundo,
Uma pitada de alguns, um balde de outros
Sou original,
Única ,
Incopiavel.
Sou cópia,
Igual,
Pirata.
Sou inalcançável
Sobre as nuvens, os céus, as estrelas...
Sou o Sol!
Sobre os mitos, as regras , as leis...
Sou eu!
Sou gigante e miniatura. Falha e perfeição.
Sou vida e morte.
Gabriela Ern
fútilidade alheia
Seja sincero! Qual a primeira coisa que passa pela sua cabeça quando você vê uma garota com o vestido hiper curto numa balada? Seja sincero! O que você pensa a respeito de um rapaz com o cabelo pintado de verde no ônibus? Como você vê o grupo todo de preto com maquiagens escuras e cara de bravos na rua? Seja sincero!!!
Por que quando eu coloco um chapéu na cabeça as pessoas me olham com mais intensidade? Por que quando meu amigo veste uma calça amarela as pessoas parecem dispor de menos respeito com ele? Por que a garota com metade do cabelo raspado chama tanta atenção?
Somos tão fúteis! Nos movemos num mundo onde a aparência de alguns é colocada como mais importante do que um ataque terrorista no outro continente, a quantidade de maquiagem que se usa hoje é insuportavelmente maior do que a que se usava tempos atrás, onde se você não tem uma identidade virtual você (basicamente) não existe.
Por que dar tanta importância à cor da calça do desconhecido do outro lado da rua? Da cor do cabelo da ‘guria’ do ônibus? Da altura do salto da menina da loja? Do comprimento do vestido da moça da festa?
Porque não podemos simplesmente cuidar das nossas vidas? É tão difícil assim deixar que cada um seja feliz ao seu modo?
quarta-feira, junho 01, 2011
Fragmentos...
"Sabe aquelas frases clichês que você não aguenta mais, do tipo “Faça o que te deixa feliz!” e “Você tem que seguir o seu coração!”? Pois então, elas são clichês por que são reais, todos as repetem por que expressam a verdade. Não dá para ser o orgulho da família sem se orgulhar de si mesmo, quando há um brilho nos olhos é um amor real, é um trabalho feito com vontade, e não importa quantos dias por ano um profissional trabalha, quantas horas por dia ele passa batalhando ou quantas casas numéricas há no valor da folha de pagamento, importa o brilho nos olhos!"
Gabriela Ern - Jornal Bella Aliança - Maio/2011
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